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28 fevereiro 2011

Conto - Roberto e suas MANIAS

Roberto tinha manias incuráveis pela sua idade, mania de anotar todas as senhas num mesmo lugar, mania de almoçar religiosamente nos mesmos horários, mania de falar alto, de ser ríspido, não gostar de dividi contas e sempre andava só. Novo, 39 anos. Sua última mulher não suportou suas manias e largou, Roberto havia se casado desde 20 anos umas três vezes e era difícil a convivência com um homem tão cheios de manias. Ele via tudo de maneira muito normal, não achava que era rotina, apenas características suas que fazia-o sentir bem. Foi com tempo se acostumando a não ter com quem compartilhar suas manias, nem mesmo seus filhos gostavam da maneira que vestia, cafona ao vê-lo com roupas de surfista da década de 80, querendo ser sempre uma menino que pelas rugas já não era mais, a barriga havia crescido, a largura também e seus filhos adolescentes não aceitavam rigidez exigida. Roberto, era diferente, não havia como negar, no começo as mulheres achavam ele um homem curioso, elas se confortavam por pensar que ele não iria mudar, mais no fundo, todos precisam de uma vez ou outra mudança, o tempo move-se e com ele vamos juntos, mudando a face e os aspectos. Era tantas as manias, de ligar a TV todo santo dia no mesmo canal para assistir uma programação esquisitas, de lê livros sobre apenas um tema: culinária. O que por sinal era o melhor fazia, encantava as pessoas através da cozinha, pratos lindos brotavam em suas mãos, mesmo sendo no trabalho ou na sua casa. Era uma criatividade e tanto com os sabores que encantavam paladares. Mais, era dificil até no trabalho superar suas famosas qualidades culinárias, sendo tão exigente com suas próprias manias, devido ao seu perfeccionismo nas escolhas, das carnes, das hortaliças e principalmente dos temperos. Porém, na culinária, essas manias se tornava vantagem, um potencial e tanto, pelo fato dele não mudar sua rotina dentro da cozinha, as pessoas tinham a chance de saborear a mesma delícia todos os dias, conseguia de uma forma e outra utilizar a mesma perfeição quase de um jeito mecânico, transferindo tudo de maneira sistemática, proporcionando a todos a possibilidade de provar suas mágicas.
Acabou por certo dia, envenenando-se com suas manias de não querer mudar, fazendo tudo igual a todo tempo. O tempo passou tão depressa, porque o tempo Roberto não gostava de olhar, continuou comendo de tudo na sua cozinha, até sua mania se tornar uma gula e daí por diante uma hipertensão, misturada com diabete e até nefrite conseguiu fazê-lo mudar. Mudar pelo lado mais delicado, o de se alimentar e assim, dando seqüência a outros hábitos.

Pele com Pele

Arde-se desejo ardente pele
nua,
Despida de prazer
Faces de toques,
Beijos de amanhecer.
Quero-te de novo,
se arrepiar,
entre beijos,
boca escandalosa
na tua pele tocar
seios arrepiados
fechar meus olhos,
poder te encontrar.
Arde-se suspiros,
noites vazias
digo:
Amor, amor, amor!!!
Sei lá,
Faz-se tempo,
conta-se lua
Carnaval e vós aprontou.
Sumiu na tua solidão.
Pele nua, 
vulcão.
Arde-se gozo
o prazer te-lo em mãos.
Fogo, fogo, fogo
Já vai passar.
Fujo na ilusão,
soberba loucura
Quem dirá?
Pele morena,
Profundeza de rio
navegar,
Pele macia,
alma acarícia.
Sendo assim, pele nua
sonho com ti.

                                 Mari Assunção

27 fevereiro 2011

Felicidade - Teônia

Manhã sorridente e brilhante,

Dava para escrever no céu,
Meus poemas de amor,
Era a vida que ardia
Pedindo ação,
Pedindo água,
Rapidamente aprendi a lição,
Respirava meu sorriso de menina,
Meu olhar anunciava
A felicidade em torno daquela cidade,
Minhas palavras eram canções ao vento,
Tinha como base o amor e o divertimento,
Era tudo tão saudável,
Existia a estabilidade que logo se perderá
Ficaram gravadas as primeiras lições
De como ser feliz,
Até hoje procuro seguir essa cartilha,
E que maravilha,
Apesar de tantos desenganos,
Trago comigo esse tema
No âmago,
Por isso sorrio.
                          Por Teônia


25 fevereiro 2011

Quem eu Sou

"Sou um pedaço de molécula complexa procurando uma evolução cósmica. Sou uma molécula magnetizada em forma de corpo humano, sou um espírito evolutivo que buscar informação, busca conhecimento e saber. Assim, crescer e partir. Sou um ser navegante, passageiro de outros mundos. Estou aqui para contar coisa de um passado que vivi, coisas do presente que me faz sorrir ou chorar e coisas do futuro que sei que ainda está por vim"

Mari Assunção




Socorra-me

Socorra-me dos meus próprios pensamentos,
desta insegurança.
Medo do amanhã.
Socorra-me do vazio,
desse desperdício de tempo sem ninguém.
Socorra-me da minha escravidão
Por está presa dentro de mim
Socorra-me
Dai-me coragem
Fugir da depressão
Silenciar os gritos internos
Socorra-me da ilusão.
De ser quem eu sou
já não sendo o que sou.
Socorra-me
Aguardo em lágrimas,
sorrisos sinceros.
Socorra-me das palavras incertas.
Deste ultimo instante, suspiros lactantes.
Socorra-me desta angústia, lembranças do passado.
Nostalgias de um futuro,
Socorra-me dos amores sem fim.
Da voz engasgada.
Sussurrada, amargurada pelas noites de insonia
Socorra-me.

                Mari Assunção

24 fevereiro 2011

CHE

Até quando a Terra continuará assim?
Guerras, armas, inveja, maldade e ambição.
Não quero isso para futuras gerações.
Quero ir para o éden e não para o Amagerdon.
A ganância corrompe o poder cega!
Somos humanos, seres cheio de erros
Povos em conflitos
Gente mesquinha
Quero um super-homem ou alguém de verdade
para salvar as nações, as aberrações da maldade,
do labririnto do capital, do labirito de bancos, do labirinto do caos.
Quero um héroi ou alguém de verdade que faça uma nova proclamação,
estenda bandeira branca, fazendo com que eu participe da PAZ.

Mari Assunção
CHE

22 fevereiro 2011

TEMPO

...Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limete da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente"

   Carlos Drummond de Andrade.

20 fevereiro 2011

DRAMA

Sou dramática!
Chorona
Desesperada!
Engraçada.
Sou dramática...
Choro com historias de amor.
Esculto músicas dos nossos pais
até de meus avós!
risos....
Sou dramática
Assisto MGM e TCM!
Mais dou risada do choro bobo
Do adeus mentiroso
Da palavra jurada
Da partida
Do abraço
Daquelas músicas melosas
Sou dramática, no fundo uma palhaça.
Metade lágrima e outa parte sorriso
Os dramas da vida
de trabalhadores de miséros minimos.
da sociedade de caos.
Do povo iludido.
Da historia se repetido.
Sou completamente dramática
Choro pelas desigualdades
Pelas injustiças.
Sou dramática como a poesia.
Sou dramática, sou Osíris
Danças, teatro, mistica, dengosa
saudosa, fogosa.
Choro amor, pelo teu calor!

***O drama nasceu no Egito, através da danças. Osíris, enquanto símbolo de um deus que renasce, foi o herói de uma verdadeira peça-mistério ou tragédia, na qual já estão contidos os três elementos essenciais do drama que, suplementado pela Grécia, tornou-se a base do teatro como ainda assistimos hoje: o agon (conflito) com seu irmão-inimigo Set, seu pathos (sofrimento ou paixão) e o anagnoisis (renascimento, sinônimo de esperança de salvação).

VOLTA

Desejo-te boa viagem,
tua partida sem relato
inesperada e desesperada para mim,
início de descoberta.
Tua recuperação, pura abstinência
de imenso vazio,
perguntas sem respostas?!
Te ajudarei amor.
Encontrando tudo pelo tempo.
Venha, te darei compaixão!
Venha, te darei gratidão!
Escutarei suas auto-palavras de perdão.
Se culpe não,
Olhe para frente
Mãos juntas 
No jardim do éden alcançadas.
Zeus estará conosco.
Atirando seus raios aos nossos
maiores inimigos, nossos
maiores defeitos,
Aos nossos pensamentos
desagradáveis.
Volte amor!
Volte com amor

18 fevereiro 2011

Conto - Alunas

Fernanda cursava o 2º semestre do curso de Engenharia, quando teve a chance de ser aluna de um professor lindo e especialmente charmoso. Suas colegas de sala também admiravam o jeito de homem sério, mais que no fundo tinha uma cara de danado, mesmo utilizando seu terno e gravata. Cada semana de aula Fernanda ficava mais interessada na disciplina e nos assuntos abordado. Quando chegava o dia das suas aulas colocava uma roupa mais sexy que contornasse seu corpo para o Prof. Eduardo pudesse olhar não apenas como uma aluna, mais sim como uma mulher sensual. Sempre que tinha oportunidade tirava duvidas da sua matéria e gostava de ficar até um pouco mais tarde na sala para ficar sozinha com ele. Foi quando descobriu que Eduardo morava muito perto dela, percebeu então, que era a chance de ficar completamente á sois com ele e conhecê-lo melhor.
Numa noite de lua e no calor da primavera, uma carona dele, ela aceitou. No carro, conversa entusiasmada, Fernanda fica por ele encantada. Na segunda carona, Fernanda com as pernas amostra, sentiu a presença de Eduardo chegando bem próximo a sua pele, querendo, assim dar apenas um beijo no rosto de despedida, ele tocou suavemente nas suas coxas. Uma semana se passou. Na sala de aula percebia seu olhar desejando-a e recompensava da mesma maneira. Passando com mais freqüência pelos corredores da faculdade olhar-se e encontravam-se no meio de estudantes e professores. Na terceira carona, Fernanda sentiu um calor só de entrar no carro do Professor Eduardo, foi quando estavam a caminho de casa que Eduardo parou, dizendo que faltava algo em Fernanda, era seu sinto de segurança. Perguntou a ela se poderia colocar, deixando ele colocar suas mãos por entre meus seios até pegar o sinto. Quando se aproximaram, um beijo quente e fogoso queimou-se em paixão, um beijo tão gostoso e desejado por ele e por ela. Ficaram os dois a semana toda pensando no beijo. Nas outras caronas já ficava mais quente ainda, Fernanda tirava sua gravata e logo depois um beijo de carnaval (quente e gostoso) ela dava. Ele sabia tocar, passava suas mãos entre suas pernas com desejo de querer deixá-la louca, quando percebia seus suspiros de desejo, ele tirava sua roupa, lambia carinhosamente meus seios e tudo era muito rápido, cada segundo era aproveitado, cada instante era delicioso quando ele ficava perto dela.
Fernanda adorava o jeito serio que dele como Professor, mais com o tempo não havia mais carona, suas vidas tomaram seus rumos em caminhos diferentes e tudo ficou normal novamente. Foi um caso passageiro, um semestre, uma matéria, uma disciplina, uma paixão passageira. Aventuras das lembranças do coração.

16 fevereiro 2011

DIMENSÃO


"A ilusão ou imaginação como queiram dizer pode ser ou é uma realidade em algum mundo qualquer, em algum universo, em alguma outra constelação ou em alguma outra dimensão. Basta imaginar e sentir uma coisa verdadeiramente boa e tenha a certeza que se não aconteceu aqui ela aconteceu em outra dimensão"                   Mari Assunção        

13 fevereiro 2011

MAR DE ALEGRIA

Há um mar de alegria,
Que navego todas as manhãs
Num barco de fantasia
Com cores vivas entre harmonia.
Há um mar de alegrias
No meio do oceano de paz
Sol de sorrisos
Nuvens celestiais.
Há um  mar de alegrias
Em cima da minha cabeça
Com anjos em forma de crianças
Brincado de sorrir.
Há um mar de alegrias
Navego com paciência
Na espera do porto seguro encontrar
Navego todas as noites
Na doçura desse mar
Convido a todos de boas ou más intenções
Navegar para o caminho de luz
Onde posso mostrar sabedoria
Compartilhar a alegria!

Praia do Flamengo, Ipitanga e Villas



Foto João Raimundo...fotográfo da Prefeitura de Lauro. Imagem do Fim de Linha da Praia do Flamengo sentido Praia de Ipitanga e Villas!

















Vista do Vila Vilage - Villas do Atlântico.

12 fevereiro 2011

Chã de Bebê


Novas vidas estão para chegar....
Kiara, Marcelo, Vanessa, Antonio, Maria Luiza...
E entre outras milhões de criançinhas lindas!!!!

10 fevereiro 2011

MORRO DE SÃO PAULO

Neste pequenino filme pinta um português de pinta.
Ele é romântico e meigo, mas a noite vira lobisomem.
Tudo parece ser um vendaval de ilusões.
Eu e você no carnaval.
Há Carnaval, que Carnaval!
A felicidade de nada valeria
Na minha própria Bahia
Na ilha de reuniões da região
Não tenho companhia e nem carinho. Então a voz se cala.
E os dias se passam 
O filme de verão acaba!
Assim são os amores da Bahia.
Um português nobre
A latina da periféria.